Compradores estrangeiros marcam edição da Export Home 18.03.2015
Espanhóis visitaram à feira para comprar, evidenciando a retoma da economia do país vizinho.


A Export Home, que decorreu de 4 a 7 de março na Exponor, foi visitada por quase meio milhar de compradores estrangeiros, o que equivale ao total das manifestações de interesse que a organização recebeu para os quatro dias de duração da maior feira profissional de mobiliário, iluminação e decoração que se realiza em Portugal. A maioria dos visitantes estrangeiros que marcaram presença no certame, que contou com mais de uma centena de expositores, foram espanhóis.

“Como acontece noutras áreas da indústria portuguesa, os desafios económicos acabaram por ser uma oportunidade para muitas empresas e a nossa fileira casa começa a obter retorno dos investimentos que fez em design, marca, inovação e internacionalização”, adianta António Proença, diretor da Export Home. “No mobiliário – continua –, Portugal é já um país de tendências, apresentando uma oferta global de bom nível e uma excelente relação qualidade/preço, para surpresa de muitos estrangeiros que vieram à feira pela primeira vez”.

Os estofos, sobretudo, “impressionaram bastante” os compradores internacionais, que saíram da Exponor “completamente rendidos aos acabamentos e à modernidade da generalidade das coleções”, acrescenta. Mas, também os produtos de iluminação e os artigos de decoração expostos, com destaque para os tecidos, mereceram elogios.

Portugal, adianta, “tem produto e know-how para continuar a reforçar a exportações no mobiliário, apostando na diversificação dos mercados de destino”, mas também “pode e deve substituir importações” em setores como o da iluminação.“A evolução é notável no que se refere a candeeiros e produtos de iluminação sofisticados”, enfatiza o diretor da Export Home.

O interesse evidenciado pelos profissionais espanhóis na oferta da fileira casa portuguesa é interpretado por António Proença, como “um sinal de retoma” da economia no país vizinho, tradicionalmente um “mercado estratégico” para a nossa indústria de mobiliário e colchoaria. No respetivo ranking exportador, porém, a primazia pertence à França, para onde Portugal vendeu 361,9 milhões (quota de 26%) dos 1,388 mil milhões de euros que o sector, no total, exportou no ano passado. Mas, Espanha vem logo a seguir, com 360,3 milhões, à frente de Angola, que surge na terceira posição, com 142,3 milhões de euros.

No ano passado, as empresas nacionais dos sectores de mobiliário e iluminação exportaram quase 1,5 mil milhões de euros, de acordo com os dados oficiais relativos ao comércio internacional divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística. Só em móveis (incluindo os de uso médico), colchões e estofos, Portugal vendeu ao estrangeiro 1,388 mil milhões de euros, o que confere ao setor uma das melhores taxas de cobertura das exportações pelas importações da nossa economia. Tal indicador chegou aos 238% no ano passado, mesmo com as importações (582 milhões de euros) a registar um ligeiro aumento, de três pontos percentuais. Desta forma, o saldo da balança comercial sectorial continua a ser largamente superavitário e atingiu os 806 milhões de euros no final de dezembro.

Fonte: EXPONOR
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