Time2Export com ‘roadbooks’ para 30 mercados estrangeiros 05.11.2014
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Sessões ‘easy talks’ com Câmaras de Comércio bilaterais, abordagem detalhada a 30 mercados estrangeiros por oradores de referência, exposição com agentes ligados ao processo de internacionalização e espaço de ‘networking’ compõem a jornada de trabalho que a Exponor promove a 12 de novembro, designada de «Time2Export - Summit - global business».

Trata-se de uma jornada de trabalho que inclui diversas sessões paralelas e específicas sobre 30 mercados de todo o mundo, onde estão detetadas oportunidades de negócio para as empresas portuguesas se lançarem, seja exportando ou seja por meio de relações económicas mais profundas com outros agentes. “Temos consciência de que não basta afirmar a internacionalização como caminho a seguir pela economia nacional, mas que é preciso ajudar as empresas a selecionar os mercados, a abordá-los, a definir uma estratégia e a aplicá-la de forma a conseguir os melhores resultados”, reconhece Filipe Gomes, diretor de feiras e eventos da EXPONOR. Por isso, reafirmando o caráter de parceiro das empresas, este responsável aponta que o primeiro Time2Export vai precisamente “explicar ao detalhe o potencial, as características, as vantagens e os obstáculos” apresentados por cada um dos mercados a analisar na Europa, África, Américas e Médio Oriente.

“Queremos ajudar cada empresa a desenhar o seu próprio ‘roadbook’ adaptado ao mercado que mais lhe convém, fornecendo-lhe o máximo de informação vital, contactos e instrumentos que lhe permitam levantar uma estratégia de internacionalização sustentada e com o máximo de garantias de sucesso”, sublinha Filipe Gomes.

O Time2Export vai decorrer sob a forma de ‘workshops’ direcionados para cada mercado, ao longo do dia, e conta com a presença de Câmaras de Comércio Bilaterais com que cada interessado poderá contactar individualmente para obter informações detalhadas sobre: Alemanha, Reino Unido, França, Suíça, Polónia, Turquia, Peru, México, China, Países Árabes, Angola e Cabo Verde. Essas Câmaras integram também mesas-redondas no formato ‘easy talks’, nas quais será feita a apresentação de cada mercado e respetivas oportunidades de negócio. Por outro lado, há sessões específicas sobre instrumentos legais e financeiros para apoio à internacionalização, potenciais em determinados setores, ferramentas essenciais à exportação e outros dados de cada mercado. Além dos já referidos, incluem-se aqui também os de Luxemburgo, Países Bálticos, Marrocos, Argélia, Nigéria, Moçambique, África do Sul, Cazaquistão, Japão e Colômbia.

Entre os oradores, estão entidades e profissionais de reconhecidos méritos e experiência no acompanhamento de operações de internacionalização. Desde logo a do Montepio, patrocinador principal do evento enquanto “parceiro das empresas e dos empresários portugueses”, como frisa o administrador Luís Filipe Costa. A instituição “assume o seu compromisso com a concretização dos negócios dos seus clientes, seja através de soluções de financiamento específicas para empresas, seja no apoio à internacionalização da sua atividade e dos seus investimentos”.

A propósito, o administrador recorda que “no atual contexto económico e quando a internacionalização se reveste de um papel cada vez mais relevante no crescimento e consolidação da atividade empresarial, o Montepio criou uma área especializada no negócio internacional, apostando fortemente em parcerias estratégicas que permitam responder às exigências dos empresários e à internacionalização dos seus negócios”. Segundo Luís Filipe Costa, “a parceria com a EXPONOR/AEP é mais uma prova deste compromisso estratégico”.

Outra das sessões conta com a participação da CCILC - Câmara de Comércio e Indústria Luso-Colombiana e tem em conta que “nos últimos anos o aumento das relações comerciais, parcerias de investimento, oportunidades de negócio, turismo e intercâmbio cultural entre Portugal e a Colômbia tem sido uma feliz realidade”, como aponta a diretora-executiva, Rosário Marques. Por isso, “no seminário dedicado à Colômbia, iremos explicar por que razão, já em 2014, as exportações portuguesas para a Colômbia estão a crescer 60% e a economia colombiana 5,4 % em comparação com igual período de 2013", sublinha a responsável. Por seu lado, a Sigma Team Consulting associa-se também a este “evento de reconhecido mérito, vocacionado para ajudar a reforçar a orientação exportadora do tecido empresarial nacional”. Vai, nomeadamente, assegurar dois workshops que contribuirão para criar dinâmicas duradouras em torno da problemática da internacionalização. Segundo avança Hermano Rodrigues, managing partner da consultora, “o primeiro será orientado para a deteção de oportunidades a nível internacional e o segundo estará focado na busca de apoios financeiros que ajudem as empresas a suportar os esforços de investimento para o efeito”.

Outro exemplo da importância efetiva que estas sessões têm para cada empresa participante chega através da Agrothink. Sob a temática da inovação e da agro-indústria, “áreas que têm demonstrado nos últimos anos uma enorme vitalidade”, a Agrothink pretende dar a conhecer de perto “casos de sucesso de empresas portuguesas que lideram no mercado internacional e como preveem continuar a inovar e a fazer crescer as suas empresas e exportações”, sustenta António Bonito, presidente da associação, para quem “compreender o papel do investimento em inovação e internacionalização, as formas de exportar e as fontes de financiamento existentes no novo quadro comunitário são essenciais para o êxito empresarial”.

Participam também no Time2Export a Miranda Correia Amendoeira e Associados, que tem escritórios em diversos países de África, Américas e Reino Unido. Como adianta Alexandra Vaz, esta sociedade associa-se a esta iniciativa por força “do próprio ADN marcadamente internacional, sendo a mais internacional de todas as sociedades de advogados portuguesas”. Com a sua participação, esperam “transmitir e partilhar com as empresas participantes experiência e conhecimentos adquiridos em todos os países onde temos presença, dando respostas a questões e dúvidas que possam surgir relativamente aos mercados assinalados”.

A par dessas sessões, o Time2Export inclui espaço de ‘networking’, uma exposição dos agentes envolvidos e, ainda, um seminário promovido pelo programa de valorização da oferta nacional «Portugal Sou Eu», que ajudará a ter uma melhor perspetiva sobre “As marcas coletivas como instrumento de internacionalização nas empresas nacionais”.

Fonte: EXPONOR
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