AEP e OCEANO XXI fazem parceria para dinamizar economia do mar 06.06.2011
A Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a associação Oceano XXI – Cluster do Conhecimento e Economia do Mar vão juntar esforços para dinamizar as actividades económicas relacionadas com o mar.


Para tanto, na passada terça-feira, em Lisboa, os respectivos presidentes, José António Barros e António Nogueira Leite, assinam um protocolo de colaboração entre as duas entidades. A defesa e valorização deste importante recurso nacional e a realização de acções conjuntas que sejam estruturantes para a afirmação da economia do mar são os dois principais objectivos.

A primeira iniciativa resultante da parceria é o Fórum do Mar, evento que se realizará em Matosinhos, entre 16 e 19 de Junho, repartido pela Exponor (feira de negócios e conferência internacional) e pelo porto de Leixões (actividades lúdicas e de divulgação científica).

Com este protocolo, as duas associações comprometem-se a colaborar na organização do Fórum do Mar, cuja realização é apoiada pelo QREN, através do programa Compete, e a promover estudos e acções de promoção da capacidade instalada portuguesa e dos produtos nacionais na área da economia do mar, tanto no mercado interno como no estrangeiro.

Parceria aumenta pragmatismo

«O mar é um recurso com um potencial de valorização económica relevante, que Portugal deve aproveitar acautelando a sua sustentabilidade», afirma, a propósito, o presidente da AEP, José António Barros. «Só temos a ganhar com a aposta na economia do mar e na consolidação do nosso conhecimento secular nesta área», sublinha. Trata-se de um «activo estratégico para Portugal» que pode «gerar mais valor económico», acrescenta o presidente da AEP.

A criação e reconhecimento oficial do Cluster do Conhecimento e da Economia do Mar é um «passo importante» e uma «componente fundamental para o sucesso da estratégia que está desenhada para dar corpo a este desígnio nacional», reconhece José António Barros. Agora, esta parceria vai «funcionar como um catalisador de vários projectos e acrescentar pragmatismo ao trabalho feito» e ao «discurso político», antevê António Nogueira Leite, presidente da Oceano XXI.

«Chegou a hora de concretizar, de passarmos à acção, sob pena de corrermos o risco de se perder o trabalho feito até aqui. E a AEP, que tem sido um agente activo na promoção da economia do mar, é o parceiro certo para concretizarmos o que ainda falta fazer, pela sua representatividade e capacidade mobilização do tecido produtivo nacional», realça Nogueira Leite.

José António Barros está «empenhado nesta cooperação a favor de Portugal e da economia», uma vez que, aponta, é hora de o país investir «na modernização e na inovação» de actividades tradicionais, como a construção naval e a indústria conserveira, e na «cooperação entre as empresas, a Marinha e os centros de saber e de conhecimento», para que «novas actividades económicas possam emergir»; desde logo, no aproveitamento dos resíduos e dos subprodutos das indústrias tradicionais, conserveira e das pescas. Por outro lado, constitui uma «excelente oportunidade» para que Portugal possa «rentabilizar a sua ligação natural e histórica com o mar e o seu posicionamento geoestratégico no mundo».

Fórum do Mar em Matosinhos

Recorde-se que Portugal possui um espaço marítimo significativo, em vias de alargamento para além das 200 milhas náuticas, no quadro previsto pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

O Cluster do Conhecimento e da Economia do Mar foi reconhecido como estratégia de eficiência colectiva pelo programa Compete, agregando empresas, centros de I&D, associações empresariais e outras instituições, cabendo a sua gestão à associação Oceano XXI.

De acordo com o protocolo que esta terça-feira será assinado em Lisboa, a feira que a AEP está a organizar no âmbito do Fórum do Mar visa o aprofundamento de redes de relação entre agentes económicos ligados à economia do mar, a apresentação de produtos e tecnologias com aplicação em meio marinho e a exploração de novas oportunidades de negócio e cooperação, incluindo na internacionalização.

No certame cabem empresas e instituições ligadas à construção e reparação naval, pesca, aquicultura, conservação e transformação de pescado, turismo marítimo e náutica de recreio, energia e ambiente, novos produtos e materiais/tecnologias marinhas, transportes marítimos e infra-estruturas portuárias e serviços marítimos.

Em simultâneo com a feira, no dia 17 de Junho terá lugar uma conferência internacional, em que estarão em debate as oportunidades de desenvolvimento da economia do mar e linhas de acção que devem nortear Portugal em matéria de recursos marinhos, seu aproveitamento económico e governança e sustentabilidade.

Participará o canadiano Steve Scott, professor emérito da Universidade de Toronto e fundador da International Marine Minerals Society, considerado um dos maiores especialistas mundiais em jazigos minerais de sulfuretos maciços.

Para o público, haverá nas praias de Leça da Palmeira, Matosinhos, e em instalações da APDL um vasto programa de animação, divulgação científica, experimentação de desportos náuticos (vela, surf, bodyboard, etc.), visitas ao porto de Leixões e a um navio da Marinha.

Fonte: AEP
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